A enfermeira Samira da Silva Jeremias trabalha dia e noite com um único propósito: salvar vidas. Mas o serviço dela tem um diferencial. Samira atua no auxílio a pessoas que necessitam de um órgão para sobreviver.
Ela é membro do Centro de Comissão Intra-Hospitalar do Hospital de Doações de Órgão e Tecidos para Transplante (Cihdott) do Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão.
Ela tem a missão de propor aos familiares que perderam um ente querido, a doar os órgãos. "Muitos ainda têm preconceito. Acham que a pessoa será mutilada. Nos últimos anos, a conscientização aumentou e o número de transplantes também", revela Samira.
Somente é procurada a família de um potencial doador, quando o paciente apresenta morte encefálica. Para isso, uma equipe acompanha o quadro de saúde da pessoa. Todos os testes são realizados para dar segurança aos parentes em decidirem, ou não, pela doação
A equipe do Cihdott também faz um trabalho junto das famílias. "Temos uma equipe de psicólogos que dão toda a assistência. A maior dificuldade dos parentes é absorver o tipo de morte. Muitos associam a vida ao batimento cardíaco, mas quando o cérebro para, é questão de tempo para os outros órgão também pararem", detalha a enfermeira.
Apesar desta barreira, afirma Samira, a quantidade de pessoas que declaram em vida serem doadoras e o número de familiares que aceitam esta opção e autorizam o transplante é crescente. "O mais importante é avisar a família e pedir que esta vontade seja atendida. Uma única pessoa pode salvar até oito vidas", estimula Samira.
Fonte Notisul
Postado em 22/02/2012 Por Jailson Lima